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Leituras do mês de Junho

Olá pessoal, depois de um tempinho sem postar as leituras do mês cá estou eu e por puro azar já começo mal por motivos de que li pouquíssimo mês passado e por incrível que pareça esse mês de julho estou mais atarefada mas estou rendendo mais do que mês passado … Enfim, arrisco de longe que eu estava com um leve ressaca literária, mas para alegria dos livros ainda não lidos da estante ela se foi 🙂 
Bom, foram só dois livros, mas pelo menos valeu apenas pois fiz boas leituras.


Título : Tirem a doidinha da sala que vai começar a novela
         Autor: Fernando Vita
Editora: Casa das Palavras
Número de páginas: 75
Ano: 2006
Gênero: Ficção

 

 
Sinopse:
“Tirem a doidinha da sala que vai começar a novela” tem seus segredos. Os dois nomes doidinha e novela, até mesmo à primeira leitura, se atenta, rompem sutilmente a secura da frase, sugerem uma inesperada ambiguidade – a saída de um dos elementos, o começo do outro, despertam curiosidade do leitor que quer saber mais. O romance é curto, construído de contos – crônicas breves, independentes, que asseguram a continuidade da história através da presença de um narrador principal de um narrador principal. Inaugura-se nesses caminhos por necessidade íntima do projeto de sua ficção, muito pouco pelo tsunami de microcontos na internet, que já aparecem na edição de livros. E como toda obra de ficção , esta repousa sobre duas vigas mestras : os personagens e a língua.”

 

 
Nascido aqui mesmo na Bahia esse foi o seu livro de estreia  e mesmo assim já recebeu o Prêmio Braskem Cultura e Arte e  ainda foi publicado pelo selo Casa de Palavras, da Fundação Casa de Jorge Amado. Vita trás um romance muito bem humorado diga-se de passagem logo,  de inicio você já fica sabendo que apesar de curtinho o livro rendará boas risadas… Verso de Tom Zé: “Primeira lição: Deixar de ser pobre/Que é muito feio.” 
O romance é curto e é narrado em contos/crônicas bem breves que apesar de fluírem de forma independente se conectam através do personagem (que é o narrador) principal. O livro trás pequenos aspectos da vida cotidiana, aventuras noturnas e um toque de intriga e sacanagem  contados pelos olhos de um pessoa com câncer que possui uma família, amigos, e uma mãe que tinha uma tara por boas maneiras e quando o educará na sua infância lhe deu uma lição que é repercutida em várias cenários e vertentes ao longo dos contos… “falar com boca cheia era coisa de gente sem educação.” 
“Os escrotos não nascem feitos…O recém-parido pode até vira ser um escroto de boa bitola, amanhã ou depois, mas ali, na condição de nenenzinho, é um neném puro como boma azeite, doce como maná, a  vida que se encarregue de fazê-lo escroto, entendeu ?
 
Era longe pra dedéu, e o dito cujo passageiro estaria a me esperar bem em frente a um orelhão, orelhão em frente de uma outra porra que eu não me lembro mais. Veja você as artes da vida.”
 
“Agora, não é por ter como pai um negro escroto, uma mãe sarará e puta, que aquele nennenzinho que eu ajudei a nascer não era puro como bom azeite, doce como maná. Escola de escroto é a vida, compreendeu ?”
 
Com certeza foi uma ótima leitura, o tipo de livro que prende você e que da pra ler em uma sentada pelo fato de ser fininho e pelo enredo envolvente.
 
 
 
 
 
Título :  As 17 cores do branco
                                                              Autor: Luiz Raul Machado
Editora: Galera Record
Número de páginas: 136
Ano: 2012
Gênero: Contos/Crônicas
Sinopse:
Um patchwork de ideias, costuradas habilmente com o fio delicado da literatura. Luiz Raul Machado reúne nesses contos, quase crônicas, todas as dimensões e texturas do branco. São histórias, maduras literariamente, ligadas pela contradição inerente ao branco: será mesmo invisível? Ou a soma de todas as cores? O branco que marca, desbota, magoa ganha contraste nesses pequenos extratos do cotidiano. Traz emoções, que desfilam em páginas, brancas. Repletas de possibilidades, carregadas de palavras.
 
 
 
O livro trás contos super levinhos e tranquilos que da pra ser lido em uma sentada também. Todos contos trazem aspectos e cenas que descrevem o branco nos detalhes mais cotidianos possíveis , com alguns títulos como  “neve”, “gelo”, “gesso” que rementem ao branco no estado mais natural da coisa.
 
 
“No papel em branco cabe o mundo: (…) cabe o que já existe e o que nunca existirá… (Roseane Murray, Todas as cores dentro do branco). “
 
“Se não houver frutos valeu a beleza das flores. Se não houver flores valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas valeu a intensão da semente.”
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Bom amores, e essas foram as minhas leituras do mês de junho. Espero que tenham gostado.
 
Beijo pra todos e obrigada
 
 

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