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Resenha – O Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Escala
Páginas: 91

Um piloto cai com seu avião no deserto e ali encontra uma criança loura e frágil. Ela diz ter vindo de um pequeno planeta distante. E ali, na convivência com o piloto perdPequeno_principeido, os dois repensam os seus valores e encontram o sentido da vida.
Com essa história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, e só aparentemente infantil, o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry criou há 70 anos um dos maiores clássicos da literatura universal. Não há adulto que não se comova ao se lembrar de quando o leu quando criança.
Trata-se da maior obra existencialista do século XX, segundo Martin Heidegger. Livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia, ele agora chega ao Brasil em nova edição, completa, com a tradução de Frei Betto e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor.


O livro vai trazer como personagem principal um piloto que ao se deparar com uma situação de pane em seu avião precisa fazer um voo forçado de emergência, no deserto do Saara. O piloto descansava depois de toda a turbulência, pensando em como consertar o seu avião quando de repente ouvi a voz de um menininho com os cabelos louros a chama-lo.
Ele pedia para o piloto desenhar e dar vida a um carneirinho numa folha de papel, para que pudesse fazer companhia para ele. E dessa forma, os dois conversaram e começaram a se conhecer melhor.
O pequeno príncipe já tinha visitado vários planetas antes de chegar ao planeta Terra, contava cheio de ressentimentos do seu planeta e sobre sua rosa com espinhos que ele tinha abandonado.

Sou um pouco como as pessoas grandes. Acho que envelheci.

Em cada planeta que passou buscou aventuras e um lugar para ficar, fazendo com que ele conhecesse figuras diferenciadas como um rei autoritário que vivia a espera de um súdito, um vaidoso, um bêbado, um homem de negócios, um geografo e um acendedor de lamparinas. Sendo todos eles ocupados demais com problemas nada importantes, sem se importar com outras pessoas ou até mesmo outras coisas.

Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando a contempla.

Quando o pequeno príncipe finalmente chegou a Terra, conheceu primeiramente a cobra, depois a raposa e finalmente, conheceu o piloto. Ambos presos no dilema de como voltar para casa no meio de um deserto, sem meios nem mantimentos.

Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

 

Minhas Considerações

 
É um livro inteiramente lindo e incrivelmente espetacular, que é considerado infantil, mas que possui um cunho filosófico que vai além da compreensão em apenas uma leitura. Livro por vezes triste de doer o coração,  cheio de reflexões acerca do autoconhecimento, o quanto nós nos agarramos a problemas pequenos ou damos tanta importância aquilo que se vai como o vento.
Nesse livro você leva vários tapas na cara de uma rosa com espinhos, de uma cobra, de uma raposa e enfim, é aquele tipo de livro que a cada vez que você, você acaba tendo uma conclusão diferente.
De fato, o autor desse livro era um aviador e em 1944 ele partiu de uma base aérea na Córsega e nunca mais retornou, o seu corpo nunca foi encontrado.
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0 thoughts on “Resenha – O Pequeno Príncipe

  1. A raposa é uma das personagens mais sábias. Boa leitura para se fazer mais de uma vez e descobrir novos significados.

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