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Resenha: O Conto da Ilha Desconhecida – José Saramago

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Bom migos, hoje vamos falar desse livrinho maravilhoso do José Saramago, é o meu primeiro contato com o autor.

Eu sempre ouvi muitos elogios a escrita dele só que por outras obras, na verdade eu nem conhecia esse livro foi tudo graças a biblioteca da faculdade, em uma das minhas andanças por lá acabei achando esse livro e pensei… Quero muito ler esse autor porque todo mundo falar super bem, mas os únicos livros que conheço dele são: Ensaio Sobre a Cegueira e O Evangelho Segundo Jesus Cristo e ambos são meio que grandes. Então vi nesse livro de apenas 62 páginas uma ótima oportunidade de conhecer a escrita desse tão famoso autor.
Deixa eu falar uma coisa para vocês… foi bem legal da minha parte pensar assim porque eu peguei emprestado da biblioteca e li em apenas um dia. Estou simplesmente encantada com a simplicidade na forma dele escrever e como esse livro tão pequeno diz muito sobre muitas coisas, usando de metáforas para nos levar a uma viagem interna e por vezes externa também.

Desculpa, foi só porque gostei dele, gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.

Esse livro vai contar a história de um homem que vai a porta de um rei pedir um barco para descobrir ilhas desconhecidas (na história não fica claro para a gente quem é o rei e muito menos de que reino – acredito eu que isso tenha sido ocultado porque de fato não seja algo relevante para história e que na verdade o foco seja outro e de fato é), nesse tal reino possuem várias portas. Aquela que de fato o rei fica, onde ele recebe agrados das pessoas e é lá onde ele passa a maior parte do tempo. E as portas de petições, onde as pessoas vão para pedir coisas ao rei, mas ele nunca vai lá.
Vou explicar melhor para vocês entenderem, existem várias portas, mas o rei vai apenas na porta onde recebe agrados e presentes, as outras portas são usadas pelo povo para que o rei atenda ao pedido deles, e o rei nuca vai lá. Ao invés disso ele pede para o secretário ir, e o secretário pede para o seu subordinado ir e isso se arrasta de tal forma que quem acaba indo atender ao público é a mulher da limpeza, o nível mais baixo na hierarquia daquele reino mas apesar disso atendia penas se assim tivesse disposta.
Voltando ao homem que foi ao rei pedir um barco, todas as pessoas aceitavam ser atendidas pela mulher da limpeza, mas aquele homem era específico e queria ser atendido apenas pelo rei e avisou a moça que só sairia dali quando o rei fosse em pessoa atende-lo. E é obvio que o rei não gostou nada disso mas teve que ir atende-lo pois o homem não saia da porta a dias e a fila para fazer petições não parava de crescer.
Quando o rei enfim fica sabendo que na verdade ele queria um barco para descobrir ilhas desconhecidas zomba do pobre homem e afirma que não á mais ilhas a serem descobertas, todas já haviam sido descobertas.  Acontece a maior confusão porque o homem afirma que irá descobrir e que tem certeza que de fato existe sim uma ilha que ainda ninguém descobriu. Depois de muita confusão o rei decide dar o tal barco ao homem.

É necessário sair da ilha para ver a ilha, que não vemos se não nos saímos de nós.

A partir dai a gente a companha a jornada desse homem em busca da ilha e descobre junto com ele que ela está onde ele menos esperava…
O autor nos mostra como a gente se esforça tanto para alcançar algo que está muitas vezes ao nosso lado e nem percebemos por que estamos cegos com nossas convicções e certezas.
O livro tem um fluxo de consciência muito intenso que te faz olhar para o seu interior e pensar que as vezes a gente só precisa apertar o botão do pause para sair da situação e ver as coisas com outros olhos afim não só de ver, mas de enxergar tudo que está a nossa volta. Nada melhor do que sair da nossa caixinha de vez em quando não é mesmo?!

Nota :

Avaliação-5-estrelas-05
Link de compra do livro: Amazon
Beijo pra todo mundo <3
assinatura

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